A Metáfora da Gangorra.

Refletir sobre critérios de personalidade sempre foi algo que eu fiz sozinha… em silêncio na medida em que eu também desenvolvia a minha.

Esta semana coloquei a cachola para pensar sobre algo muito intrínseco da minha infância.

Quando criança o brinquedo que eu mais detestava em um parquinho era a gangorra!

Me lembro bem, de me encantar com o gira gira, onde todos sentados e juntos ( unidos) podiam ter uma experiência única de sentir aquele frio na barriga, quando um boa alma girava o brinquedo com mais velocidade, arrancando gritinhos de felicidade. Adivinha quem? Sempre empurrava o brinquedo? Sempre amei poder proporcionar aos outros novas experiências.

Havia também os balanços haaaaaa; Os balanços! Esses eram os meus preferidos!

Tranquilos, equilibrados, em concordância com a realidade! Se houver impulso eles são capazes de embalar… se houver calmaria são capazes de estabilizar, e se você quiser… e usar a SUA força eles te fazem voar!

Perdi a conta de quantos balanços meu pai fez para mim!

Quando as cordas arrebentavam, quando o galho da árvore não servia mais. Lá ia Ele, mais uns metros de corda nova, uma nova “taboinha” para servir de banco… que ele fazia questão de elaborar a mão com seu serrote, e eu ganhava o Céu outra vez….

Nunca fui de me balançar baixo! Sempre pedia a meu pai que deixasse as cordas mais longas assim conseguiria ( voar) mais alto. Ele as vezes às encurtava sem eu ver, para me manter na linha!

Meu pai sempre foi um homem silencioso de poucas palavras que se fazia entender em um olhar ou gesto. Me ensinou com isso a ler as pessoas sem palavras, hoje em dia faço disso uma arte! Foi assim que fui sendo ensinada a nunca cair do balanço!

Eis que no meio de toda essa poesia surgem as gangorras!

A metáfora perfeita para ser comparada a nossa vida. Ou estamos acima ou estamos abaixo! Oraa essa! Será que não dá para manter o equilíbrio?

Não! Não dá! Gangorras vieram para nos ensinar a maior das lições. Em dado momento, para manter o equilíbrio, você dependerá de proporções externas. Eis o grande desafio…!

Quando você não sabe quem vai sentar no outro banco da gangorra, quando você não sabe se o peso é proporcional ao seu ( nunca é exatamente) e principalmente quais são as intenções de quem está dividindo a gangorra contigo. Posto isso…

Se houver parceria de ideias ou ao menos simpatia de ideais somos capazes de equilibrar o peso.

Vai!…. se houver cumplicidade o negócio quase equilibra! Respeito, companheirismo, amizade, consideração, empatia e sinceridade da para continuar a subir e descer sem grandes desequilíbrios!

Sempre vai ter quem (pese mais) e por pura diversão te deixe em suspenso no alto da gangorra.

Vai ter quem pese menos e você tenha que equilibrar a situação para que tudo continue fluindo.

E nesse jogo você vai se descobrindo. Eu sempre fui aquela que escolhia a gangorra como última alternativa! Não me agradava ter que me esforçar para manter o equilíbrio porque aprendi no balanço que a isso se deve a vontade de cada um. Não me agradava ter que compensar o que o outro não faz, porque equilíbrio depende das duas partes envolvidas.

Então a minha grande diversão quando eu era pequena, era manter a gangorra estável….

Se fosse para ir brincar nela… o que eu gostava era de encontrar alguém que quisesse brincar de mantê-la no ar. Ou seja… lutar até o fim para equilibrar os dois pratos da balança. Acredite! Mesmo quando a outra criança pesava menos eu sempre conseguia. A minha grande alegria era quando a balança (gangorra) parava no ar. De lá pra cá… tenho feito isso com a vida. Se aos seis (6) anos eu já era assim, data destas memórias 36 anos depois eu lapidei bem a arte.

Para mim ou a vida está em equilíbrio no fim do dia ou você não fez sua parte!

JuhLazarini – 24 de Abril, 2021.

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